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Governo de Moçambique aprova concessões relacionadas com Gás Natural

MAPUTO - 2017/06/21 - A empresa Mozambique LNG Marine Terminal Company irá conceber, construir e operar o terminal marítimo de gás natural liquefeito (GNL) em regime de concessão, cujos termos e condições foram aprovados pelo governo, anunciou terça-feira em Maputo a porta-voz do Conselho de Ministros.

O terminal de GNL será construído em Palma, província de Cabo Delgado, norte do país, onde os grupos norte-americanos Anadarko Petroleum e italiano ENI detêm as concessões Área 1 e Área 4, que contêm depósitos de gás natural de grande dimensão.

Ana Comoana adiantou ter o governo aprovado igualmente o decreto que estabelece os termos e condições do contracto de concessão relativo às instalações de descarga de material nas duas áreas com a empresa Mozambique MOF.

A porta-voz e vice-ministra da Cultura e Turismo, citada pela agência noticiosa AIM, adiantou que esta segunda empresa vai ser responsável pela concepção, manuseamento e gestão dessas mesmas instalações.

As empresas petrolíferas irão partilhar essas infra-estruturas, ao invés de cada uma construir instalações próprias, sendo que a partilha será alargada a outros eventuais operadores que venham a surgir no futuro, precisou a porta-voz. Source: Macauhub

GRUPO ENI LANÇA PROJECTO DE PRODUÇÃO DE GÁS NATURAL EM MOÇAMBIQUE

MAPUTO - 2017/06/01 - O grupo italiano ENI procedeu quinta-feira em Maputo ao lançamento formal do projecto de exploração de gás natural Coral Sul, bem como à assinatura de todos os contractos, nomeadamente os relativos à construção e colocação da plataforma de produção, informou o grupo em comunicado divulgado em Milão.

O comunicado acrescenta terem sido assinados com o governo de Moçambique os documentos relativos ao quadro de regulação e de financiamento do projecto, no decurso de uma cerimónia que contou com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, da ministra dos Recursos Minerais, Letícia Klemens, do presidente do grupo ENI, Claudio Descalzi e dos restantes parceiros no bloco Área 4.

Estiveram assim presentes Wang Yilin, do grupo China National Petroleum Corporation (CNPC), Carlos Gomes da Silva do grupo portugês Galp Energia, Seunghoon Lee do grupo sul-coreano Kogas e Omar Mithá, da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

O projecto Coral Sul é o primeiro a ser desenvolvido no bloco Área 4 da bacia do Rovuma, que contém reservas estimadas em 450 mil milhões de metros cúbicos (16 biliões de pés cúbicos), sendo que o gás a ser extraído e liquidificado está já vendido ao grupo BP ao abrigo de um contracto assinado em Outubro de 2016 válido pelo período de 20 anos.

O grupo italiano funciona como operador da Área 4 através da sua participação na empresa ENI East Africa, que controla 70% do bloco, tendo como parceiros os grupos Galp Energia e Kogas e a estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, todos com 10% cada.

A ENI East Africa, por seu turno, é controlada pelos grupos ENI, com 71,4% e CNPC, com 28,6%, estando a venda de metade da participação do grupo italiano ao grupo norte-americano ExxonMobil ainda dependente de autorizações de entidades de regulação, tanto de Moçambique como de outras jurisdições.

O projecto Coral Sul assenta na instalação de uma plataforma flutuante com uma capacidade para processar anualmente cerca de 3,4 milhões de toneladas de gás natural por ano, que é a primeira em África e a terceira no mundo.

O financiamento para a construção desta plataforma foi obtido em 60% junto de 15 grandes bancos internacionais e garantido por cinco agências de crédito à exportação, pode ler-se no comunicado divulgado. Source: Macauhub

ENH constitui empresas ara projectos de Gás Natural

MAPUTO .- 2017/05/31 - A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) constituiu duas empresas – ENH Rovuma Área UM e ENH FLNG UM – que a vão representar nos projectos de produção de gás natural da bacia do Rovuma, no norte de Moçambique, informou a estatal em comunicado.

A ENH Rovuma Área UM será responsável pela gestão do interesse participativo da ENH no projecto do bloco Área 1, enquanto a ENH FLNG UM representará os interesses da empresa no projecto de liquefacção de gás natural do reservatório Coral Sul do bloco Área 4.

Esta acção enquadra-se na preparação da ENH para o exercício da sua participação nos empreendimentos de gás natural liquefeito da bacia do Rovuma, devendo essas empresas participar nos projectos da Área 1 e da Área 4, sublinha a nota.

Os depósitos de gás natural descobertos no bloco Área 1 serão convertidos em dinheiro através de um projecto a ser construído em Palma, na província de Cabo Delgado, enquanto os descobertos no bloco Área 4 serão numa fase inicial processados e liquidificados numa plataforma flutuante. Source: Macauhub

EXXONMOBIL/ROSNEFT INICIA PROSPECÇÃO PETROLÍFERA EM MOÇAMBIQUE

MAPUTO - 2017/05/16 - O consórcio envolvendo os grupos norte-americano ExxonMobil e russo Rosneft pretende iniciar os trabalhos de prospecção petrolífera em Moçambique na segunda metade do ano, de acordo com o relatório e contas agora divulgado.

“Em Outubro de 2015, o consórcio entre a Rosneft e o seu parceiro ExxonMobil obteve licenças para a prospecção geológica de três blocos no mar de Moçambique, estando o início dos trabalhos de exploração previsto para o segundo semestre de 2017, após a assinatura dos contractos de concessão com o governo de Moçambique”, pode ler-se no documento citado pela agência noticiosa Tass.

Em 2015 foram atribuídos ao consórcio ExxonMobil (60%) e Rosneft (20%) três blocos, um na bacia de Angoche e os outros dois na bacia do Zambeze, na zona central de Moçambique.

Um quarto bloco foi atribuído, na mesma altura, ao consórcio constituído pelo grupo italiano ENI (34%), Sasol Petroleum (25,5%), da África do Sul e Statoil (25,5%) da Noruega. Em todos os quatro blocos a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos participa com 20%. 

Angola foi o terceiro fornecedor de petróleo da China

LUANDA - 2017/04/21 - Angola foi o terceiro fornecedor de petróleo da China, depois da Arábia Saudita e da Rússia, com uma quota de 10%, contra quotas de 15% e 14%, respectivamente, dos outros dois países, de acordo com o relatório mensal do mercado petrolífero relativo a Abril da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP).

O relatório acrescenta que nesse mês as vendas à China de petróleo aumentaram em 60 mil barris por dia no caso dos sauditas e em 37 mil barris por dia no caso dos russos, ao passo que as exportações angolanas caíram 317 mil barris por dia.

Em Março e de acordo com fontes secundárias, Angola registou uma produção de 1,614 milhões de barris por dia, uma quebra mensal de 18,7 mil barris por dia, ao passo que a Nigéria baixou a produção em 29,8 mil barris por dia para atingir 1,545 milhões de barris por dia.

Tendo por base a comunicação directa a diferente é substancialmente mais elevada, com Angola a ter produzido 1,652 milhões de barris por dia, com um acréscimo de três mil barris por dia e a Nigéria a ter registado uma produção de apenas 1,269 milhões de barris, com uma quebra mensal de 156,9 mil barris por dia.

Nesse mês a subsidiária nigeriana da Royal Dutch Shell viu-se forçada a encerrar um oleoduto a fim de reparar locais onde populares procediam ao roubo de petróleo. Source: Macauhub